“E pela primeira vez ele esboçou algum tipo de sentimento, raiva por traz de algo que não identifiquei. Aquele homem de grande porte, com os olhos acinzentados, incrivelmente penetrantes, segurou fortemente em meu braço, e pediu pra que eu fosse embora. Mas não era isso que seu corpo dizia. Pude sentir meu corpo sendo brutalmente encostado na parede. Ele se aproximou de maneira perigosa que nossos corpos se colaram. Consegui sentir seu abdômen definido e seu coração palpitante. Seus braços fortes e ombros largos forçavam-me contra seu corpo e a parede. Me senti vulnerável. Qualquer tentativa de fuga, seria inútil. Olhando para meus lábios, ele falou pausada e lentamente. “Vá embora!”. Que lábios! Tão avermelhados e carnudos. Olhei em seus olhos, o analisei, então sorri. Em minha posição a única coisa que eu poderia fazer era levar minha boca até seu pescoço e eu o fiz. Chupei sua pele máscula com força e deixei minha marca no corpo que era tão fechado e reservado, fui até o pé de seu ouvido e sussurrei: “Você não quer que eu vá”. Senti seus pelos ouriçados tocando minha pele, e lá estava a confirmação. Ele me desejava, tanto quanto queria que eu sumisse de sua vida. Seu próprio corpo o entregava. Bingo! Naquele momento, suas mãos afrouxaram-me. Agarrei a oportunidade e segurei seu maxilar focando seus olhos nos meus. Reparei em seu membro e retornei meu olhar, colei nossos lábios e pausadamente balbuciei: Eu venci, você me quer!”
“Pode ficar com as fotos, eu fico com as lembranças, isso vai me ajudar a manter as esperanças. Já não quero que volte. Eu quero sim outro calor que vai vir pra esquentar esse frio que você deixou.”
“Eu tava bem, sério. Bem demais até. Me sentia feliz, viva, disposta e cheguei a acreditar que isso ia durar um bom tempo. Mas olha só, já acabou e bem rápido. E o motivo é o mesmo de sempre, insisto em confiar nas pessoas e em suas promessas. Porque continuo sendo tão burra e ingênua mesmo depois de ser decepcionada várias vezes? Porque caio na idiotice de acreditar que alguém vai estar aqui quando eu precisar? Porque sempre acho que quando quiser chorar vai ter alguém aqui pra me abraçar e me ouvir? Porque eu sempre permito a sua volta? E mesmo com tanto ódio, tanta ilusão, eu consigo arrumar um espaço para te amar. E o pior é que no final sempre quem se fode sou eu, sou eu quem amo demais, sou eu quem confio demais, e sou eu quem fico triste pelos cantos enquanto você pensa em outra pessoa. E pode ter certeza que quando eu tomar uma atitude vai ser de vez, ou é tudo, ou é nada. Eu sei que vai doer, mas as vezes é preciso fazer a coisa certa e no momento o certo a fazer é te deixar de lado, te excluir de vez da minha vida, fugir de suas ilusões, parar de desperdiçar meu tempo com alguém que só quer brincar de amar.”
“Eu tava bem, sério. Bem demais até. Me sentia feliz, viva, disposta e cheguei a acreditar que isso ia durar um bom tempo. Mas olha só, já acabou e bem rápido. E o motivo é o mesmo de sempre, insisto em confiar nas pessoas e em suas promessas. Porque continuo sendo tão burra e ingênua mesmo depois de ser decepcionada várias vezes? Porque caio na idiotice de acreditar que alguém vai estar aqui quando eu precisar? Porque sempre acho que quando quiser chorar vai ter alguém aqui pra me abraçar e me ouvir? Porque eu sempre permito a sua volta? E mesmo com tanto ódio, tanta ilusão, eu consigo arrumar um espaço para te amar. E o pior é que no final sempre quem se fode sou eu, sou eu quem amo demais, sou eu quem confio demais, e sou eu quem fico triste pelos cantos enquanto você pensa em outra pessoa. E pode ter certeza que quando eu tomar uma atitude vai ser de vez, ou é tudo, ou é nada. Eu sei que vai doer, mas as vezes é preciso fazer a coisa certa e no momento o certo a fazer é te deixar de lado, te excluir de vez da minha vida, fugir de suas ilusões, parar de desperdiçar meu tempo com alguém que só quer brincar de amar.”
“Menina quieta e de coração frio. Era o que ela aparentava ser, era o que ela mostrava ser, para os outros. Porém quem a conhecia realmente sabia que aquilo tudo era só uma máscara de proteção contra aqueles que queriam a deixar mal. No fundo aquela menina tinha cicatrizes profundas de um passado cruel, cicatrizes profundas de um alguém cruel. Menina quieta para quem via, menina falante para quem sentia. Para quem sentia suas emoções, que eram transmitidas apenas no olhar, pois ela já não sabia mais demonstrar. Aquela menina que seus pais e amigos conheceram um dia já não existia mais, por medo, ou talvez apenas por precaução. Aquela menina na qual todos pisavam e usavam tinha desaparecido, pois agora ela não deixava nem mesmo espaço para que alguém entrasse em sua vida de novo. Menina que todos julgavam como tola e inocente, perdeu toda sua inocência e ingenuidade, se tornou uma menina irreconhecível, uma menina rebelde, para aqueles que não a conheciam e para os que conheciam também. Muitos não entendiam tudo aquilo, mas ela era a única que conseguia entender, até porque ninguém nunca tinha passado pelo o que ela passou para saber o real motivo da mudança repentina. Aquela menina no fundo só queria ser feliz, mas ninguém nunca entendeu isso, ninguém nunca quis faze-la feliz. Então ela deixou de depender dos outros e começou a fazer o seu próprio mundo, começou a ter o seu próprio motivo de ser feliz. Criou um muro entre ela e as pessoas que queriam se aproximar, um muro de medo e orgulho, travando os seus sentimentos para si mesma sem que ninguém pudesse ver e sentir o que ela sentia. Fez isso para o seu próprio bem, para evitar mais decepções e mais lagrimas pela vida. Ela agora estava decidida a viver dentro de um “muro”, no qual pra ela nunca seria derrubado, pois ela nunca tinha conseguido encontrar alguém que realmente fosse capaz de desvendar todos os seus mistérios e que fosse capaz de entender todos os seus medos e sentimentos.”